Tipos de erva-mate

Setembro é o Mês Farroupilha, onde uma série de atividades são realizadas como forma de exaltar as tradições e a cultura gaúcha. Carreteiro, feijão tropeiro, ensopado de mandioca e o famoso churrasco, fazem parte do cardápio. E como esquecer do bom e velho chimarrão, não é mesmo? No artigo de hoje, vamos apresentar os principais tipos de erva-mate e algumas curiosidades relacionadas a essa iguaria. Te aprochega, amigo!

Chimarrão: um símbolo da hospitalidade gaúcha

Presente na rotina de grande parte dos gaúchos, ele é o companheiro ideal para um dia no campo ou para receber os amigos em casa, e o seu consumo é comum em países como a Argentina, o Paraguai e, é claro, no Brasil. O chimarrão possui inúmeros benefícios comprovados por pesquisas, dentre eles: é diurético, auxilia no combate ao colesterol ruim, é rico em vitaminas, sais minerais, fibras e antioxidantes, que retardam o envelhecimento precoce.

Segundo a História, o hábito teve início com os índios, no século 16. Hoje, ele é considerado um dos principais símbolos da tradição gaúcha e possui um forte significado social, uma vez que oferecer ou dividir um mate representa o acolhimento e a hospitalidade entre o povo gaúcho.

Tipos de erva-mate

O chimarrão é feito de forma simples e rápida. Você precisa apenas de cuia, bomba de chimarrão, garrafa térmica e erva-mate. Em geral, cada pessoa possui um jeito específico de preparar o seu mate, portanto, a sugestão é que você agregue ao preparo tudo aquilo que for do seu agrado, principalmente relativo ao sabor, e isso fica por conta da escolha da erva.

Pode-se dizer que existem quatro tipos principais de erva-mate: nativa, tradicional, moída grossa e pura folha:

Nativa: tendo como base a planta Ilex paraguarienses, a produção desse tipo de erva é feita, em sua maior parte, no Paraná. O resultado é uma erva com sabor suave e não tão amarga.

Tradicional: também feita a partir da planta Ilex paraguarienses, essa erva pode ser encontrada na região de Venâncio Aires, no Rio Grande do Sul. Utilizada tanto para chimarrão quanto para tererê, é feita moendo-se uma mistura com 70% de folhas e 30% de caule, e tem um amargor intermediário.

Moída grossa: seu nome refere-se ao tipo de moagem a que é submetida a erva após a desidratação e secagem. O processo faz com que os pedaços das folhas fiquem menos processados, mantendo, assim, um sabor mais amargo.

Pura folha: feita exclusivamente com as folhas da planta erva-mate, que deixam o sabor mais amargo. Entre os tipos já citados, essa erva, geralmente, funciona melhor em cuias de formato coco, pois a quantidade de erva nesses recipientes é menor.

Diferença das ervas brasileira, argentina e uruguaia

Em geral, pode-se dizer que todas possuem a mesma planta na origem. No entanto, o processamento de folhas e caules ocorre de maneira diferente.

No processo brasileiro, a planta colhida é desidratada, passa pelo calor do fogo e é colocada em canchas para finalizar a secagem. Na sequência, ela é triturada ou socada, totalizando entre 48 e 72 horas para encerrar o processo completo, da colheita ao empacotamento.

Já os uruguaios e argentinos incluem um período de descanso maior da erva antes da moagem, que pode levar entre 12 e 24 meses, desde a colheita até chegar ao consumidor. Com isso, a coloração verde fica mais fraca e o sabor amargo mais intenso.

Curiosidades sobre a erva-mate

Tá chiando a chaleira?

A água para o preparo do chimarrão não pode ser morna e nem muito quente, pois se a temperatura for baixa, o sabor do mate pode ficar desagradável e quando muito alta, pode adquirir um sabor ferroso e oxidado. Em geral, o ponto perfeito para o chimarrão é quando a água atinge entre 80 e 90 graus, quando a chaleira começa a chiar e as bolhas de ar aparecem.

“Uma saudade, um mate amargo…”

Saudades de um mate com os amigos, né minha filha? Como já disseram os Serranos,um mate amargo pode ser o grande atrativo deste hábito. Por outro lado, quem não gosta costuma dizer que o principal motivo dessa aversão é o fato de a erva ser amarga demais. De fato, algumas ervas possuem o sabor mais acentuado, mas isso não é regra. O amargor da erva muda de variedade para variedade, portanto resta descobrir qual te agrada mais.

O cevador tem a preferência?

Em geral, é comum que a primeira cuia seja sempre do cevador, pois é ele quem prepara a cuia e, portanto, é a melhor pessoa para verificar a temperatura da água, a posição da bomba e a quantidade de erva. Caso algum elemento esteja precisando ser ajustado, ele saberá o que fazer. Além disso, por tradição, é o cevador quem deve servir o mate para os outros integrantes da roda. No entanto, nada impede que outras pessoas sirvam o próximo mate.

Mate descansado é mate velho?

Não. Diferente do que muitos pensam, mate descansado não é sinônimo de mate velho, tanto que, na antiguidade, o mate só era consumido assim. A variação fresca só foi possível nos últimos 50 anos, devido às diversas novas técnicas de tratamento da erva-mate. Ambos são diferentes entre si, mas ainda assim muito saborosos, cada um com suas particularidades.

Agora que você conheceu melhor alguns detalhes sobre a erva-mate, temos certeza de que cada cuia ficará muito mais prazerosa. Além disso, vale lembrar que, independentemente do tipo de erva escolhido, todas as opções estão no Andreazza, com a qualidade e a economia que você já conhece. Faça uma visita a uma de nossas lojas e garanta todos os ingredientes necessários para aproveitar o Dia do Gaúcho de um jeito louco de bueno.

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