Outubro Rosa: na luta contra o câncer de mama

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), foram diagnosticados mais de 66 mil novos casos de câncer de mama em 2020. Diante desta crescente, a campanha Outubro Rosa, cada vez mais, busca por alternativas para conscientizar a população feminina sobre a importância de realizar o autoexame e, assim, obter um diagnóstico precoce e mais chances de cura com o tratamento da doença. Saiba mais.

Origem do Outubro Rosa

O Outubro Rosa surgiu na década de 1990 e foi criado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure. A Campanha tem como principais objetivos facilitar e proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento às mulheres, contribuir para a redução da mortalidade e alertar a população sobre os fatores de risco e as medidas de diagnóstico precoce.

Durante o mês de outubro, anualmente, são realizadas diversas atividades como palestras, caminhadas e eventos, que visam a discussão e esclarecimento de questões relacionadas à doença. Neste ano, em razão da pandemia, as iniciativas on-line ganharam espaço, como as lives e salas de bate-papo para troca de ideias e informações sobre os lugares disponíveis para realização dos exames e início do tratamento.

Exame para detecção do câncer durante a pandemia

Uma pesquisa realizada com 1.400 mulheres brasileiras, a partir dos 18 anos, mostrou que, pelo menos, 62% optaram por aguardar o fim da pandemia para retomar a realização dos exames de rotina e consultas para diagnóstico do câncer de mama.

Apesar dos riscos de contaminação da Covid-19 na atualidade, essa espera pelo fim da pandemia pode representar um risco iminente à saúde da mulher com histórico de câncer de mama na família, uma vez que o diagnóstico precoce da doença pode aumentar suas chances de cura. Portanto, para os especialistas, a atual situação não deve ser uma justificativa ao abandono dos cuidados de prevenção para detecção do câncer.

Tratamento do câncer de mama

O Movimento Todos Juntos Contra o Câncer, em parceria com o Observatório de Oncologia, realizou um estudo que mostrou que metade das mulheres que recebem o diagnóstico do câncer de mama pelo Sistema único de Saúde (SUS), demoram mais de 60 dias para iniciar o tratamento.

Os dados analisados correspondem ao período de 2015 a 2019, e mostra o descumprimento da lei 12.732 do Ministério da Saúde, em vigor desde 2012, que determina que o tratamento oncológico deve começar em até 60 dias após a confirmação do diagnóstico em laudo patológico. Portanto, além da realização de exames, é importante que a paciente busque a orientação necessária para iniciar o tratamento o mais rápido possível.

Grupo de apoio a mulheres com câncer no RS

Atualmente, em vista da importância do espaço para diálogo e conscientização sobre a doença, existem inúmeras instituições espalhadas por todo o Brasil, que tem como objetivo apoiar e dar assistência às pessoas que estão em fase de tratamento e às suas famílias.

No site da FEMAMA – Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama, você encontra uma série de ONGs e grupos associados que realizam esse serviço de acompanhamento às mulheres.  Você pode filtrar pelo seu estado e localizar os grupos atuantes na sua região.

No Rio Grande do Sul, as opções encontradas dispõem de serviços como banco de medicamentos, banco de perucas e sutiãs, nutricionista, psicólogo, advogado, entre outros. Confira: https://www.femama.org.br/site/br/ongs-associadas/encontre?estado=RS

Cuidados para uma vida mais saudável

O diagnóstico e o tratamento do câncer de mama podem, muitas vezes, levar a uma série de sintomas como ansiedade, estresse e depressão. Além disso, a doença também pode incorrer em prejuízos na forma como a pessoa se vê, e afetar a sua qualidade de vida. Por isso, além de buscar por grupos de apoio, ajuda psicológica e grupos de discussão sobre a doença, é importante estabelecer alguns cuidados para garantir a estabilidade emocional e física da paciente.

Hábitos de vida saudáveis, como praticar exercícios físicos regularmente, controlar o peso e evitar o consumo de bebidas alcoólicas e cigarros, estão relacionadas aos benefícios cardiovasculares e à diminuição das chances de desenvolvimento da doença.

Isso porque, de acordo com especialistas, a prática de 4 a 7 horas de exercício físico por semana pode reduzir o risco de câncer de mama em até 20%. E o que seria de uma rotina física saudável sem uma boa alimentação, né? Incluir legumes, verduras e frutas em suas refeições diárias pode ser fundamental para suprir as necessidades de vitaminas, proteínas e outras substâncias importantes para o bom funcionamento do organismo.

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