Da vida para a fila — por que a gentileza é tão importante

A porta do elevador está prestes a fechar, quando, de repente, alguém impede que isso aconteça com um gesto simples. Quantas vezes você já se deparou com uma situação dessas? E quantas vezes você foi o protagonista dessa atitude? Perguntas e reflexões desse tipo nos ajudam a entender os mecanismos de funcionamento da gentileza.

Nossa vida segue um ritmo alucinado. Prazos apertados, pressão por resultados e responsabilidades pessoais e profissionais também explicam a quase extinção de gestos como o descrito acima. Produto dessa lógica, a insensibilidade gera relacionamentos mais frios, menos gentis e mais apressados.

Mas afinal de contas, por que a gentileza é tão importante na vida e nas filas de bancos, shoppings, padarias e mercados? Vejamos a seguir alguns pontos bem interessantes.

 

Gentileza, que bicho é esse?
A gentileza vai muito além da educação. É um atributo mais sofisticado e profundo, tendo relação estreita com o caráter e personalidade de cada um de nós. Apesar disso, podemos aprendê-la e exercitá-la em nosso convívio social.

Pesquisas acadêmicas apontam já há alguns anos os benefícios que a gentileza traz aos seus praticantes mais assíduos. Pessoas altruístas, que se preocupam e se dedicam aos outros, apresentam altos índices de sentimentos positivos e sensações de bem-estar, tanto física quanto mental. Geralmente, sujeitos com esse perfil são mais compreensíveis, pacientes, bons ouvintes e possuem capacidades extraordinárias para mudar o rumo de conflitos.

Do ponto de vista científico, ao praticarmos o bem para o próximo, estimulamos a produção de serotonina, oxitocina e dopamina, conhecidos popularmente como os “hormônios da felicidade”. Liberadas no organismo, essas substâncias ativam o circuito do cérebro relacionado à sensação de prazer. Cumprimentar ou sorrir para as pessoas ao seu redor, além do mais, é uma boa maneira de nos aproximarmos de realidades diferentes da nossa, estabelecer convívios mais saudáveis e instigar a cooperação entre os sujeitos.

Benefícios da gentileza:
– Combate o estresse e a depressão
– Eleva a autoestima
– Melhora o sistema imunológico e cardiovascular
– Aumenta a longevidade

 

Como aplicar gentileza às filas?
A Lei Federal nº 10.048, de 8 de novembro de 2000, determina que “As pessoas com deficiência, os idosos com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos, as gestantes, as lactantes, as pessoas com crianças de colo e os obesos terão atendimento prioritário (…)”.

Conforme disposto na Lei, os estabelecimentos, sejam públicos ou privados, devem garantir esse tipo de atendimento. Nos Supermercados Andreazza, não há caixas exclusivos, apenas caixas preferenciais. A diferença é bem simples: caixas exclusivos destinam-se exclusivamente ao atendimento prioritário. Assim, mesmo sem idosos, gestantes ou pessoas com deficiência nas lojas, os demais clientes não podem utilizá-los. Já nos caixas preferenciais, o atendimento ao público em geral segue liberado, observada sempre de antemão a prioridade assegurada por lei.

Os caixas preferenciais estimulam a dinâmica social da empatia. Ao nos depararmos com condições diferentes das nossas, podemos colocar em prática a gentileza, fazendo bem a nós e aos nossos semelhantes.

 

Muitos atribuem a negação ou negligência em ceder seu lugar ao cansaço, desgaste, atraso e outros tantos problemas do cotidiano. Lembre-se, porém, que as demais pessoas na fila podem muito bem estar numa situação semelhante a sua.

De qualquer maneira, o grupo prioritário de atendimento não existe à toa. São pessoas com algum tipo de dificuldade permanente ou temporária, e gestos simples, como ceder o lugar na fila (ou segurar o elevador), ajudam a diminuir as distâncias que nos separam. O convívio coletivo exige olharmos para além de nossos horizontes. Enxergar o outro sem rótulos ou pré-conceitos é também uma maneira de enxergar a nós mesmos.

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Fontes:
Planalto – Presidência da República
GaúchaZH
Universidade Federal Fluminense – Artigo