A importância da família no desempenho escolar das crianças

Filhos matriculados, materiais escolares comprados… Tudo resolvido? Vamos com calma, não é bem assim. A vaga garantida numa boa escola, seja ela particular ou pública, não assegura por si só a qualidade do ensino e, muito menos, do processo de aprendizagem. Outros fatores, como abordagem de conteúdos, professores, ambiente na sala de aula e material didático, também dividem essa responsabilidade.

É difícil precisar a influência que o acompanhamento dos familiares, sobretudo dos pais, tem nesse cenário. E afinal, quais atitudes devemos tomar? Confira a seguir alguns pontos fundamentais para você entender melhor como a família pode afetar positivamente o desempenho escolar dos pequenos.

 

3 erros comuns
1. Separar responsabilidades: nada de encarar a rotina de casa e da escola como independentes. O aprendizado é mais complexo que isso, sem limitações de espaço ou tempo engessado. Estimular a curiosidade e a busca por informações e conhecimento deve ser constante.

2. Enxergar autossuficiência em seus filhos: como você bem sabe, cada filho é diferente do outro. Alguns exigem mais atenção e proximidade; outros, no entanto, são mais despojados e se viram sozinhos. De qualquer maneira, todos precisam de acompanhamento, pois a presença dos pais no ambiente de ensino transmite segurança, conforto e uma sensação extremamente positiva ao estudante.

3. Acompanhar é diferente de sufocar: mencionamos no item anterior a importância de entendermos os diversos perfis de crianças e adolescentes. Isso vale também para detectar se você acompanha ou sufoca seu filho. Alguns sinais de esgotamento observados no aluno já são de praxe: incômodo, constrangimento e pedidos repetidos para que você não compareça à escola. Pese suas atitudes com imparcialidade, converse com os professores, direção e funcionários da instituição de ensino.

 

5 atitudes recomendadas por especialistas
Ao estabelecer vínculos com a escola, os pais assumem espaço fundamental no desenvolvimento emocional e intelectual de crianças e adolescentes.

1. Cumplicidade: estimule habilidades como curiosidade, perseverança, disciplina e concentração. Leve em conta, ainda, o ambiente de estudo em casa, da iluminação à altura da cadeira e temperatura. Desenvolva em conjunto um cronograma equilibrado, estipulando horários e dosando bem tarefas, descanso e brincadeiras. Fique por dentro das datas de provas e das lições pendentes. Isso tudo costuma facilitar o rendimento do estudante e estreitar os laços familiares.

2. Diálogo: converse diariamente sobre as experiências na escola, as amizades e esclareça como o conhecimento ajuda a alcançar seus objetivos. Não imponha sua posição, mostre, explique e busque a compreensão.

3. Valorização: o diálogo e a cumplicidade devem estar orientadas sempre pela valorização do conhecimento, dos professores e da escola.

4. Contextualização: procure relacionar os temas vistos em classe com o dia a dia do seu filho. Matérias em revistas e jornais, filmes, séries e livros são excelentes opções. Essas ligações fora da sala de aula incentivam o raciocínio lógico e apuram o senso crítico do aluno.

5. Incentivo: antes de encarnar o crítico ferrenho, incentive as atitudes positivas. O diálogo fica mais franco, com espaço aberto à reflexão. Quais pontos e como melhorar? Encoraje a criança ou adolescente, mostre os possíveis caminhos. Caso contrário, o resultado pode ser bem diferente do esperado: no lugar de aproximação e cumplicidade, você semeará a distância.

 

A parceria estreita entre pais e escola reforça o vínculo do aluno com o processo de aprendizagem. Participar da construção do conhecimento é também responsabilidade da família, dentro e fora de casa. E participar não significa verificar a agenda de vez em quando, comparecer a reuniões e algumas outras atividades aleatórias. Participar diz respeito ao envolvimento efetivo e afetivo com seu filho e toda a comunidade escolar. Lembre-se sempre: a nota é apenas consequência de um longo e (por que não?) prazeroso caminho.

E você, como participa da vida escolar dos seus filhos? Deixe abaixo seu comentário e não esqueça de compartilhar no Facebook.

Fontes:
Revista Época
MdeMulher
Estadão
BBC Brasil
Diário Gaúcho